O pânico que acompanha os períodos de mudança bloqueia completamente a racionalidade. Não se diferencia o que realmente importa do que está lá somente para ocupar o vazio incômodo deixado pela retirada de quem nos mantinha aprumados.
Fazemos besteira de baciada. Só se consegue olhar com certa imparcialidade para as próprias atitudes e covardias depois do retorno de um mínimo de calma. Quase sempre, atrelado a essa fase indelével e falsamente estável, vem o repulsivo arrependimento. E arrependimento é um sentimento duplamente estúpido, por trabalhar com uma matéria-prima morta (o passado) e por gerar um resultado danoso (autocomiseração e raiva). Nos debatemos entre pensamentos inconfessáveis:
Fiz o certo?
Joguei a felicidade pela janela?
Mais uma vez estraguei tudo?
E, claro, a resposta não vem, porque não existe. Procuramos por objetividade no terreno dominado pelo passional. Mais uma inutilidade, fartas nessa época, para adicionar a lista...
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